quinta-feira, 14 de julho de 2016

O TRATADO ORÇAMENTAL e os seus malefícios na economia da União Europeia


O nosso primeiro ministro, dr. António Costa, afirmou hoje, numa sessão de esclarecimento, ou
prestação de contas, a umas centenas militantes socialistas que o Tratado Orçamental é o maior entrave ao crescimento económico da União Europeia.

Desde a crise financeira de 2008, a União Europeia nunca mais recuperou, salvo uma ou outra exceção, e a direita neoliberal pensou ter descoberto a pólvora com a aplicação do Tratado Orçamental, que, na realidade se chama Tratado sobre Estabilidade, Coordenação e Governação, aprovado, quando entrou em vigor, em 2013, por 16 países e que delegou num “Directório” a condução das finanças dos países da União que passaram a ser dominados pelo eixo franco-alemão e que está a condicionar a governação desses mesmos países.



Este chamado “Tratado Orçamental” nunca foi discutido e votado no Parlamento Europeu e os “zeladores” que obrigam ao seu cumprimento são pessoas não eleitas pelos cidadãos, bem como o referido Tratado foi objeto de qualquer discussão pública. A sua aprovação final contou com os votos contra do Reino Unido e da República Checa.

Há cerca de um mês, a Coordenadora do Bloco de Esquerda colocou o dedo na ferida, afirmando que,
se Portugal viesse a ser alvo de sanções por não ter cumprido a meta estabelecida para o défice orçamental (3%), deveria ser encarada a hipótese de ser convocado um referendo nacional, para que o povo português decidisse abandonar ou não esse Tratado. A sugestão da Catarina Martins causou polémica junto de todos os nossos agentes políticos.

Hoje ouvi o dr. António Costa afirmar que o famigerado Tratado está a contribuir para a falta de crescimento económico da União Europeia.

Vamos lutar para que esse Tratado seja posto de lado, porque, enquanto ele não for revogado, só teremos mais desemprego, mais pobres e os ricos cada vez mais ricos.

Venha lá o Referendo.

Ovar, 14 de Julho de 2016

Álvaro Teixeira