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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Mais reflexões sobre a Declaração de Guerra de Trump ao Irão e à Coreia do Norte



por estatuadesal
(Paul Craig Roberts, 19/09/2017, Tradução Estátua de Sal)
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O discurso de Trump na ONU deixou claro que a agenda que prometeu na sua campanha eleitoral - retirar Washington do papel do "policial do mundo", sair do Médio Oriente e reparar as relações danificadas com a Rússia -, acabou. A CIA e o complexo militar/securitário tem o controlo total do governo dos EUA. Trump aceitou ser um cativo na presidência, tendo-lhe sido atribuído o papel de executor da hegemonia de Washington sobre todos os outros países. Washington uber alles é a única política externa que Washington persegue.
Na ONU, Trump realmente ameaçou eliminar a Coreia do Norte da face da terra. Alargou as suas ameaças contra a Venezuela e o Irão (ver aqui) os "estados desonestos", mas é Washington que está desempenhando esse papel. Washington destruiu ao todo ou em parte oito países no jovem século 21 e tem mais 3 a 5 na mira.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

A perigosa competição sino-americana pela hegemonia na Ásia-Pacífico


por estatuadesal
(José Pedro Teixeira Fernandes, in Púbico, 05/09/2017)
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A China espera um passo errado de Donald Trump na crise coreana para tirar vantagem. Um erro de cálculo poderá ser o princípio do fim da hegemonia dos EUA na Ásia-Pacífico. E trágico para o mundo.
1. Só é possível perceber a crise da Coreia do Norte no quadro mais vasto da política mundial, marcado pela competição entre a China e os EUA, e da natureza complexa das alianças. Há uma tendência de olhar para esta crise perdendo de vista o quadro da política mundial e esquecendo o que dá consistência às alianças militares: a permanência de interesses estratégicos no longo prazo. Sobrevalorizar o que são conflitos pontuais, ou desentendimentos conjunturais, entre aliados — neste caso, a China e a Coreia do Norte —, não ajuda a perceber a dimensão do problema. Subestimar a especificidade e sofisticação da cultura estratégica chinesa também não. É uma cultura estratégica não obcecada pelo sucesso de curto prazo, como os ocidentais. Contém objectivos nacionais de longo prazo, prosseguidos com determinação e habilidade, por múltiplos meios. No caso da aliança entre a China e a Coreia do Norte, é inadequado vê-la como obsoleta e apenas uma fonte de problemas para o governo chinês. É uma visão superficial do problema: focaliza nos riscos e negligência as oportunidades estratégicas. Uma comparação com outras alianças pode ser um bom ponto de partida para compreender a relação complexa entre a China e a Coreia do Norte. Olhando, por exemplo, para as alianças dos EUA com Israel, ou, talvez melhor, dos EUA com a Arábia Saudita, podemos ver o que está em causa.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Trump promete guerra "para ganhar" no Afeganistão

Carlos Santos Neves - RTP22 Ago, 2017, 08:40 / atualizado em 22 Ago, 2017, 13:51 | Mundo

Trump promete guerra para ganhar no Afeganistão
“Não vamos fazer construção de nações outra vez. Estamos a matar terroristas” | Joshua Roberts - Reuters

Num discurso marcadamente bélico, mas opaco em detalhes, Donald Trump comprometeu na última noite os Estados Unidos com uma guerra sem fim à vista contra grupos extremistas no Afeganistão, admitindo mesmo destacar mais tropas para este país. Os taliban já responderam ao Presidente norte-americano. Prometem “um cemitério”.

“Não vamos fazer construção de nações (nation-building) outra vez. Estamos a matar terroristas”, afirmou o Presidente dos Estados Unidos num discurso transmitido pelas televisões, a partir de uma base militar próxima de Washington.
Os inimigos da América no Afeganistão, afirmou Trump, “têm de saber que não têm onde se esconder, que nenhum lugar está para lá do alcance dos braços americanos”.
É uma clara inversão de marcha num dos bordões que Trump empregou na campanha eleitoral. Enquanto candidato, defendia uma rápida retirada da máquina de guerra norte-americana do Afeganistão. E na noite de segunda-feira Trump Presidente admitiu que está a caminhar em rota de colisão com as próprias convicções, ao carimbar o que descreveu como uma nova estratégia dos conselheiros militares da Casa Branca.
“As consequências de uma saída rápida são ao mesmo tempo previsíveis e inaceitáveis. Uma retirada apressada criaria um vácuo que seria instantaneamente preenchido por terroristas, incluindo o ISIS e a Al Qaeda”, justificou-se, sem se comprometer com qualquer tipo de calendário para esta campanha renovada em solo afegão.
Também não se comprometeu com números. Todavia, altos responsáveis norte-americanos, citados pela agência Reuters, adiantam que o Presidente anuiu a planos do secretário da Defesa, James Mattis, que passam pelo envio de mais quatro mil operacionais para o Afeganistão, onde estão atualmente posicionados cerca de 8400.
Outra das passagens sonoras da intervenção do Presidente dos Estados Unidos teve por destinatário o cada vez mais enfraquecido Governo de Cabul. Trump quis deixar claro que o agora mais do que expectável reforço de tropas “não é um cheque em branco”. O dedo do sucessor de Barack Obama designou, concretamente, o Executivo afegão, o vizinho Paquistão, a Índia e os aliados da NATO.
A Islamabad reservou as palavras mais duras: “Não podemos continuar em silêncio sobre os santuários no Paquistão. O Paquistão tem muito a ganhar ao fazer uma parceria com o nosso esforço no Afeganistão. Tem muito a perder ao continuar a dar abrigo a terroristas”.
“Combater para ganhar”
O discurso presidencial foi o culminar de vários meses de um processo de revisão da estratégia da Casa Branca e do Pentágono para o Afeganistão, onde não está afastado um cenário de derrota dos atuais poderes instituídos, encabeçados pelo Presidente Ashraf Ghani, às mãos dos taliban. O que, na ótica os estrategas de Washington, daria a redes terroristas como a Al Qaeda e o Estado Islâmico a oportunidade de estabelecerem novas bases.“O meu instinto original era retirar”, reconheceu Trump.
“As nossas tropas vão combater para ganhar”, afiançou Trump, sempre a reforçar a ideia de que não há outra solução que não passe pelo uso da força num teatro de guerra que perdura desde outubro de 2001, quando a Administração de George W. Bush atacou o regime taliban em resposta ao 11 de Setembro.
O Presidente norte-americano não fechou por completo a porta a eventuais conversações de paz. E admitiu mesmo a possibilidade de um diálogo com determinadas porções da guerrilha islamita. Para de imediato acrescentar: “Mas ninguém sabe quando ou se isso vai alguma vez acontecer”.
“Um cemitério”
Os taliban não demoraram a responder à intervenção de Donald Trump, prometendo um “novo cemitério” para as tropas norte-americanas no Afeganistão.
“Enquanto houver um só soldado americano no nosso solo e eles continuarem a impor-nos a guerra, nós continuaremos a nossa jihad”, replicou a guerrilha.
O discurso do 45.º Presidente, que durou menos de meia hora, não foi alheio ao contexto de recrudescimento dos conflitos raciais nos Estados Unidos. A dado momento, o Presidente aludiu à vaga de violência que recentemente varreu Charlottesville, no Estado da Virgínia, onde marcharam grupos de supremacistas brancos e neonazis, enfrentados por uma contramanifestação.
“Não podemos continuar a ser uma força para a paz no mundo se não estivermos em paz uns com os outros”, disse.
Em 16 anos de intervenção militar no Afeganistão morreram 2400 soldados norte-americanos. Mais de 20 mil sofreram ferimentos. A ajuda à reconstrução do país custou mais de 110 mil milhões de dólares aos cofres de Washington.

c/ agências internacionais

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Sentados nas baionetas


estatuadesal

(Francisco Louçã, in Público, 30/05/2017)
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Francisco Louçã
Se isto e aquilo, a França entra à bomba, avisou Macron diante de Putin. Estamos por nossa conta e cá nos arranjamos, explicou Merkel depois da reunião da Nato com Trump (a imagem mostra-a com um canecão de cerveja, mas era campanha eleitoral). As duas fanfarronadas foram muito bem recebidas, temos líderes, conclui aquela opinião que vive ansiosa por sinais de autoridade.
Talvez devêssemos parar para pensar um minuto sobre estes sinais.
Foi assim que Trump ganhou as eleições, não foi? Conclusão, isto funciona mesmo. As promessas podem variar (um muro contra os mexicanos, bombardear o Irão ou erradicar a Coreia do Norte), mas resultam sempre. No caso dos Estados Unidos, nem é a primeira vez que colocar galões no ombro de um presidente lhe resolve uma crise, foi assim com o triste George Bush, mas foi também assim que Clinton tentou desviar as atenções do seu processo de impeachment, bombardeando a Líbia.
Em qualquer cenário, o militar é um produto vendável e uma boa guerra é sempre uma anestesia. Por isso, hoje tudo na mesma, só que em muito maior: com Trump, temos na Casa Branca mais militares (“Mad Dog” Mattis, Kelly e McMaster) e mais dirigentes de empresas do complexo militar (Lockheed, Rayheon, Honeywell, Boeing, Halliburton, Chertoff). Com Trump, o orçamento militar cresce mais 50 mil milhões de dólares, ou o mesmo que a totalidade do gasto militar da França. Com Trump, decuplicaram as vendas de armas nos primeiros cem dias: de 700 milhões com Obama passou-se para 6 mil milhões com o novo presidente. Com Trump, está em curso a maior operação de rearmamento da história, o contrato com a Arábia Saudita.
A equação é evidente: quanto pior for a situação interna nos Estados Unidos ou quanto mais fragilizada estiver a presidência Trump, maior é o risco de operações militares fora de portas. Até agora, e passou pouco tempo, Trump já multiplicou os bombardeamentos com drones, lançou uma “mãe de todas as bombas” no Afeganistão e uma mão cheia de Tomahwaks na Síria, tudo para impressionar, hesitando agora sobre o que atacar, se a Coreia do Norte se o Irão. Mas a equação não se engana: se houver crise interna, teremos guerra externa.
Claro que já ouço as vozes avisadas: isso é nos Estados Unidos, país de cobóis, na Europa é diferente. Sim, é diferente. Mas diferente em quê? Já ninguém se lembra, Hollande também andou a fazer o tour de África pelos aquartelamentos franceses e pela história das suas batalhas coloniais. Que vale então a proclamação de Macron? Vale exactamente um trumpismo: ele tem eleições dentro de duas semanas. O que vale a de Merkel? Idem, as eleições são no outono.
A militarização da Europa, facilitada pelo Daesh e pelas carnificinas como a de Manchester, é portanto uma estratégia política e eleitoral. Segue os passos de Trump. Se ignorarmos a prosápia que apresenta a Europa como o centro da sageza e os EUA como o faroeste, verifica-se que o contraste estratégico é nenhum. A motivação é também a mesma: se não se resolvem os problemas da hegemonia social, se os regimes vão tremendo por terem perdido os alicerces, a militarização é a resposta mais simples e mais imediata. O militar é só a força do político sem força. A guerra é só a política sem meios. A militarização da Europa é por isso útil para Macron e Merkel e é necessária para a convergência possível onde só se criou a divergência perigosa. Vamos portanto ter mais deste trumpismo elegante e europeu, que ainda nos pedem que aplaudamos.
Ver todos os dirigentes europeus a abanarem a cabeça prometendo gastar mais em armas, como se isso tivesse o mais pequeno efeito na protecção das populações contra atentados terroristas, é assustador: apresentam-nos a medida mais incompetente para não lutarem contra o problema, querem enganar-nos e lançar-nos na espiral de uma nova corrida aos armamentos como se a militarização das nossas sociedades fosse a resposta para o século XXI.
Ora, esta mistura de ignorância e atrevimento é fraca quando parece musculada. Dizia Napoleão, sabedor destas coisas, que as baionetas servem para tudo menos para nos sentarmos em cima delas. É uma lição de poder. Talvez os nossos exuberantes líderes europeus se devessem lembrar dessa lição.

Ovar, 31 de maio de 2017
Álvaro Teixeira

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Tony Blair e a guerra no Iraque


Tony Blair
Esta semana ficamos surpreendidos com as declarações de Tony Blair sobre a Guerra do Iraque.
Este "fulano" que foi apelidado de "caniche do Bush" afirma que avançou para a guerra, porque foi enganado pelas informações dos serviços secretos que lhe terão garantido a existência de armas de destruição massiva detidas pelo regime do Saddam Hussein. Como todos sabemos, tudo isto não passou de uma mentira, embora mal engendrada, pelos secretos americanos.

Colin Powell

Todos nos recordamos da triste figura de Colin Powell ao apresentar desenhos e fotografias irreais, para convencer o Conselho de Segurança da ONU da existência das famigeradas ADM no Iraque.

Tony Blair diz, agora, que foi a Guerra no Iraque que deu origem ao Daesh, ou Estado Islâmico, que tem espalhado o terror por todo o Planeta.

Será que este arrependimento chega para reparar as centenas de milhares de mortos e de refugiados que se tem verificado?

Quanto a mim, não. Para gente desta há um tribunal, o TPI, que tem, como missão, julgar os crimes de guerra.
Só este tribunal poderá colocar a opinião pública alerta contra estes falsos pacificadores que parecem gozar de toda a impunidade, para que outros não sigam o mesmo caminho, ou tomem as mesmas opções.

O "bando dos quatro", na reunião dos Açores que precedeu a Inavasão do Iraque.

Há quatro responsáveis por esta tragédia, George Bush, Aznar, Tony Blair e Durão Barroso. Todos estes deveriam responder no TPI pelos crimes que, a seu mando, foram cometidos e pelas suas consequências que, cada vez mais se agravam pelo nosso Mundo.

Espero que a memória colectiva continue viva.
Julguem os criminosos.

NOTA: Acabei de ouvir esta notícia na TV, afinal o crime compensa:  "Durão Barroso vai ser presidente do Conselho de Administração da Goldman Sachs. O ex-presidente da Comissão Europeia assumirá também o cargo de consultor."

Indignemo-nos.



Ovar, 8 de Julho de 2016
Álvaro Teixeira

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