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segunda-feira, 2 de abril de 2018

O FC Porto foi derrotado pelo Belenenses e perdeu a liderança da Primeira Liga.

Manuel de Almeida / LUSA

PORTUGAL

Resultado final: Belenenses-FC Porto, 2-0

REDAÇÃO BANCADA

2018-04-02 22:05:00

O FC Porto foi derrotado pelo Belenenses e perdeu a liderança da Primeira Liga.

O FC Porto saiu derrotado da deslocação ao terreno do Belenenses (2-0) nesta segunda-feira e deixou, assim, o Benfica isolado na liderança da Primeira Liga, com um ponto de avanço sobre os azuis e brancos. Nathan e Maurides foram as principais figuras do encontro no Restelo, ao marcarem os golos da partida.

O Belenenses colocou-se em vantagem logo aos dez minutos, por intermédio de Nathan, na sequência de um desentendimento entre os centrais do FC Porto (Felipe e Osorio, que fez a estreia pelos dragões). O FC Porto ainda tentou restabelecer a igualdade no resultado, mas foi mesmo a turma de Silas a dilatar a vantagem, aos 70 minutos, através de um cabeceamento de Maurides, na sequência de um livre batido por Fredy.

Com este resultado, o FC Porto fica no segundo lugar do campeonato, com 70 pontos em 28 jornadas, um a menos que o líder Benfica. O Belenenses, por seu turno, consegue respirar na luta pela permanência e chegou ao 11.º lugar com 32 pontos, nove de avanço sobre os lugares de descida.

Recorde todas as incidências do jogo, minuto a minuto, com os vídeos dos golos, no Match Centre Bancada.

Primeiro Conselho Nacional de Rio. É desta que se vai discutir a “estratégia” do PSD

2/4/2018, 19:25

PSD ruma ao Porto para o primeiro Conselho Nacional da era Rio. O líder do partido não tem maioria. Dois dos nomes de listas opostas não vão. Conselho Estratégico tem luz verde para ser anunciado.

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Autor

DinisRita

Quando, na reunião da última quarta-feira com os representantes das várias distritais do partido, Rui Rio foi questionado sobre a estratégia política que estava a seguir na oposição, foi curto e tranquilizador: limitou-se a dizer que “sabia o que estava a fazer” e qual “o caminho a seguir”. Segundo relatos feitos nessa altura ao Observador por membros das distritais presentes na reunião, a hora já ia avançada e, depois de quase quatro horas a explicar o modelo de funcionamento do Conselho Estratégico Nacional, Rio preferiu não abrir uma nova discussão. Caso contrário, a noite não acabaria tão cedo — e já era 1h da manhã. “Havendo um Conselho Nacional daqui a dois ou três dias não está tudo perdido, se no Conselho Nacional não houver discussão da estratégia política é que é mais problemático”, dizia ao Observador um dos presidentes distritais, que põe as fichas todas na reunião desta terça-feira à noite num hotel do Porto. É desta que se vai discutir a estratégia do PSD?

É que, um mês e meio depois do congresso, o Conselho Nacional desta terça-feira à noite vai ser o primeiro momento de “análise da situação política” desde que os órgãos nacionais do partido foram eleitos. E, sem maioria naquele organismo, já que a lista de Rio encabeçada por Santana Lopes elegeu 34 dos 70 membros, a expectativa é de que haja finalmente discussão política sobre a estratégia a seguir para o ano eleitoral de 2019. Ao que o Observador apurou, contudo, dois dos nomes que estavam nos primeiros lugares de listas alternativas à lista de Rio ao Conselho Nacional não vão sequer estar presentes na reunião — em parte por ser no Porto.

É o caso de Sérgio Azevedo, que fazia parte da lista de Carlos Reis que elegeu 13 conselheiros, que não vai ao Porto por causa das “comissões parlamentares de quarta-feira de manhã”, ou o caso de Bruno Vitorino, cuja lista elegeu 9 conselheiros, e que também não deverá conseguir marcar presença por causa do trabalho parlamentar: vai substituir o coordenador do PSD na comissão de Defesa que reúne no Parlamento na terça-feira ao final da tarde, explicou ao Observador. Já o ex-deputado Luís Rodrigues, que apresenta habitualmente uma lista ao Conselho Nacional de forma a ser eleito, vai estar na reunião e espera “ouvir primeiro”, antes de falar, sobretudo para perceber “o que é que se entende por aproximação ao PS”.

“As coisas não estão aparentemente a correr bem, e o PS tem conseguido gerir bem as questões políticas, por isso o PSD tem tido mais dificuldade em afirmar-se”, diz Luís Rodrigues ao Observador, sublinhando que a expectativa para o Conselho Nacional é de que o presidente do partido “explique” qual a estratégia a seguir e esclareça algumas questões, como “o porquê de o PSD ter aprovado da forma como aprovou a polémica lei do financiamento dos partidos” e a questão da “suposta aproximação ao PS”. “É preciso ver o que se entende por aproximação ao PS”, diz. Além dos 70 conselheiros eleitos no congresso, têm também assento no Conselho Nacional, por inerência mas sem direito de voto, os deputados à Assembleia da República — onde Rui Rio tem um dos maiores braços de oposição interna. Hugo Soares, o ex-líder parlamentar que Rui Rio substituiu por Fernando Negrão, vai estar presente na reunião, mas não adiantou ao Observador o que vai dizer aos conselheiros e à direção do partido.

De acordo com a convocatória, o primeiro ponto da agenda é a eleição do secretário-geral do partido, José Silvano, na sequência da demissão de Feliciano Barreiras Duarte, e o segundo ponto é “análise da situação política”. Segundo várias fontes contactadas pelo Observador, a eleição de José Silvano, cujo nome já foi ratificado pela Comissão Política Nacional na passada quarta-feira, tem tudo para ser pacífica, não devendo repetir-se o que aconteceu com Fernando Negrão, que foi eleito líder da bancada parlamentar com apenas 39% dos votos. Dizem os estatutos que a votação vai ser por voto secreto, mas, havendo apenas um candidato, o boletim não permitirá votos contra, apenas brancos ou nulos. Foi o que aconteceu com Negrão, que acabaria por justificar a “vitória” com o argumento de que os votos brancos são de “benefício da dúvida”, pelo que devem ser contabilizados como sendo a favor. Desta vez, contudo, todos concordam que o cenário não se vai repetir: “José Silvano não tem anti-corpos”, pelo que não terá problemas em ser eleito.

Ao Observador, o conselheiro nacional Telmo Faria, que entrou na lista de Rio na quota de Santana Lopes (foi o coordenador do seu programa nas diretas), dizia que a eleição de José Silvano irá ser apenas uma “ratificação”, já que o nome do secretário-geral é uma escolha do presidente do partido, a quem o Conselho Nacional deve dar “o benefício da dúvida e um voto de confiança”. Mais do que uma questão ad hominem, Telmo Faria dizia que o foco do Conselho Nacional devia ser outro: a situação política em geral e a estratégica que o PSD está a levar a cabo neste primeiro mês de Rui Rio à frente do partido.

Nomes escolhidos. Conselho Estratégico Nacional vai ter “leque qualificado de gente nova”

Nos últimos dias, vários têm sido os nomes anunciados pela comunicação social como os próximos coordenadores do Conselho Estratégico Nacional (CEN) — organismo reativado pela direção de Rui Rio que terá coordenadores e porta-vozes para 16 áreas sectoriais com o objetivo de construir o programa eleitoral do PSD. Ao Observador, David Justino, que vai presidir ao CEN, afirma que os nomes estão fechados e que deverão ser anunciados “numa apresentação pública” fora do Conselho Nacional — para não serem ofuscados por outros temas.

“É um leque qualificado de gente nova, por isso merece que seja dado algum relevo à divulgação dos nomes”, diz, não desmentindo os nomes que foram saindo para a imprensa, como Álvaro Almeida para as Finanças Públicas, Álvaro Amaro para a Reforma do Estado, Arlindo Cunha para a Agricultura, Luís Filipe Pereira para a Saúde, Silva Peneda para a Solidariedade e bem-estar, ou Matos Correia para a Administração Interna. Segundo David Justino, “depois de ter sido aprovado o modelo, na comissão política nacional e na reunião com as distritais na quarta-feira, o dossiê dos nomes está nas mãos do presidente do partido”. Logo, cabe a Rui Rio fazer a divulgação. “A ideia é não haver uma abordagem diferenciada, em que uns parecem mais importantes do que outros, por isso devem ser todos anunciados de uma vez”, disse.

Ou seja, está tudo pronto para ser oficializado. Uma fonte ouvida pelo Observador adianta que o Conselho Nacional seria o momento certo para Rio anunciar os nomes ao partido (16 coordenadores mais os respetivos porta-vozes), uma vez que já foram “cumpridas todas as formalidades”, depois de Rio ter explicado o funcionamento do CEN à comissão política nacional e aos presidentes das distritais do partido, na semana passada. “Para não se perder tempo, e não se perder o barco, faz sentido que anuncie a equipa toda já amanhã”, diz. O momento do anúncio, contudo, deverá ficar para depois do Conselho Nacional, para, segundo David Justino, ter mais relevo mediático.

De acordo com o vice-presidente do PSD que vai coordenar aquele organismo, a escolha dos nomes “não foi difícil”. “Difícil foi escolher a pessoa certa para o lugar certo”, diz ao Observador, explicando que a ideia era aliar uma pessoa com mais “experiência governativa e de coordenação de equipas”, que será o coordenador, com outra com “vontade e conhecimento na área, mas menos peso”, que será o porta-voz. Nem todas as áreas sectoriais, contudo, terão uma dupla, sendo que algumas vão funcionar apenas com um coordenador (que faz as vezes de porta-voz). “Se calhar não conseguimos em todas as áreas, mas na maior parte conseguimos lançar gente nova”, explica Justino.

O trabalho do CEN vai ser articulado com o grupo parlamentar através do líder parlamentar e do vice António Leitão Amaro, que vão trabalhar diretamente com David Justino. Além desta articulação de topo, haverá ainda “um ou dois deputados” a coordenar cada área temática — que vão trabalhar em articulação com os coordenadores nacionais. David Justino explica ainda ao Observador que outro dos objetivos de Rui Rio é “descentralizar”, pelo que “várias secções nacionais vão funcionar fora de Lisboa”. O Conselho Nacional desta terça-feira à noite será também o momento de explicar ao partido o funcionamento do novo organismo que vai ter a tarefa de preparar o programa eleitoral do PSD para 2019.

GPS. Dinheiro vivo que alunos usavam no bar e papelaria (e em feiras do livro) era entregue aos administradores

GPS. Dinheiro vivo que alunos usavam no bar e papelaria (e em feiras do livro) era entregue aos administradores

HÁ UMA HORA

O valor ronda meio milhão de euros. As receitas em dinheiro do bar e papelaria de dois colégios eram entregues aos 5 administradores por funcionários, uma professora e até um filho de um dos arguidos.

Foi no Colégio de São Mamede, na Batalha, e no Colégio Miramar, em Mafra, que o desvio de numerário aconteceu

Vírginia Costa Vieira / Slideshow / Global Imagens

Autor
  • Carolina Branco

Os cinco administradores do grupo GPS constituídos arguidos terão dado orientações aos serviços administrativos e financeiros do Colégio São Mamede e Colégio Miramar para desviar os pagamentos feitos por alunos e utentes na papelaria e no bar (e até numa feira do livro). Todo o dinheiro que entrava em numerário era entregue aos administradores, de acordo com a acusação do Ministério Público a que o Observador teve acesso.

As orientações eram estas: se os alunos e utentes dos colégios do grupo GPS faziam pagamentos em cheque ou moedas, esses valores eram “depositados na conta bancária aberta em nome desses colégios”. Se os alunos pagavam em notas, eram “entregues aos administradores, ou a pessoas da sua confiança que lhos entregariam”. Entre essas pessoas está Nuno Madama, filho do arguido António Madama, e uma professora.

Estas receitas resultam da venda aos utentes dos colégios de produtos que estes mesmo colégios haviam adquirido para o efeito, como livros, material escolar, fotocópias e cadernetas e bens alimentares“, lê-se na acusação a que o Observador teve acesso.

Este desvio dos numerários dos colégios terá acontecido entre 2010 e 2014 — período em que, segundo a acusação do Ministério Público, “António Calvete, Manuel Madama, António Madama, Fernando Catarino e Agostinho Ribeiro decidiram apoderar-se de verbas provenientes de outras receitas dos colégios, designadamente de papelaria e bar” e também de uma feira do livro realizada no Colégio de São Mamede, cujas receitas atingiram os 1.068,39 mil euros.

Filho de arguido, funcionários e professora entre os que recolheram meio milhão de euros

Foi no Colégio de São Mamede, na Batalha, e no Colégio Miramar, em Mafra, que o desvio de numerário aconteceu. Um total de 426.987,99 mil euros foi entregue “aos arguidos António Calvete, Manuel Madama, António Madama, Fernando Catarino e Agostinho Ribeiro directamente nos colégios ou das pessoas que aí os recolheram”.

Do total de quase meio milhão de euros em numerário, o maior montante (265.973,69 mil euros) foi recolhido por um funcionário no Colégio São Mamede, que aparece referenciado na acusação do Ministério Público como “Dr. Manuel”. Na lista de pessoas que recolheram o dinheiro para entregar aos administradores consta uma professora que fez uma recolha no valor de 4.145 mil euros e Nuno Madama, filho do arguido Manuel Madama, (que recolheu 76.064,30 mil euros). Nuno Madama, segundo a acusação, exerceu funções no Departamento de Gestão da GPSEF, uma sociedade detida pelo grupo GPS. Regina Silva, que exerceu funções no Departamento Pedagógico da GPSEF, também faz parte dessa lista, tendo recolhido um total de 9,575 mil euros.

O arguido Manuel Madama é diretor do Colégio de São Mamede, desde 2000, o arguido Fernando Catarino é administrador da sociedade que detém o colégio, a PROFESSO, desde julho de 2010, e responsável pelo Departamento de Gestão da GPSEF, e Agostinho Ribeiro foi administrador do Colégio Miramar, entre 2005 e 2015.

Bem sabiam que as quantias em causa lhes não pertenciam, mas sim aos respectivos colégios, aproveitando-se do acesso que às mesmas tinham, por força das funções de gestão, administração e direção que exerciam, com o propósito, concretizado, de se enriquecerem e aos seus patrimónios pessoais“, lê-se ainda na acusação.

Este alegado desvio de dinheiro poderá justificar a apreensão de 29 mil euros “em numerário” ao arguido Manuel Madama (além de 60 carros no valor estimado de 361.150 euros) e de 25 mil euros em dinheiro a António Madama (além de sete carros no valor estimado de 154 mil euros).

O Ministério Público acusou no passado dia 23 de março por corrupção, peculato, falsificação de documento, burla qualificada e abuso de confiança dois ex-decisores públicos, o ex-secretário de Estado Adjunto e da Administração Educativa José Manuel Canavarro e o ex-diretor regional de educação de Lisboa José Maria de Almeida e ainda cinco administradores do grupo GPS, António Calvete, Manuel Madama, Fernando Catarino, António Madama e Agostinho Ribeiro. Os três primeiros ainda estão em funções.

Os cinco administradores terão usado mais de 34 milhões dos mais de 300 milhões de euros pagos ao grupo no âmbito dos contratos de associação com o Estado, principalmente através de seis empresas-fantasma controladas por eles “com o propósito alcançado de, em nome das mesmas, serem emitidas facturas dirigidas a colégios e empresas de gestão do grupo, referentes a serviços que não foram efectivamente prestados”, pode ler-se na acusação do Ministério Público a que o Observador teve acesso.

Essas sociedades não têm atividade, estrutura física, instalações, funcionários ou logística, para além dos sócios/acionistas, administradores/gerentes”, lê-se na acusação.

Mais de 34 milhões terão tido alegadamente um uso indevido por parte dos arguidos e serviram para pagar viagens, cruzeiros, carros, jantares, vinhos e seguros pessoais e até bilhetes para o mundial de futebol de 2006.

De acordo com a acusação, “em troca dessas decisões favoráveis [os cinco arguidos] ofereceram [aos dois decisores públicos] cargos remunerados nos quadros das sociedades do seu grupo e outras vantagens patrimoniais”. José Manuel Canavarro, depois de sair do Governo em 2005, foi convidado para ser consultor no grupo GPS, explicou ao Observador. Canavarro defende-se: “Fui um colaborador a recibos verdes, pagando impostos. Não tive lugar de quadro. Exerci funções de assessoria como colaborador externo”, explicou, acrescentando que “declarou no registo de interesses e no Tribunal Constitucional”. José Manuel Canavarro disse ainda ao Observador que “nunca” teve “qualquer interferência em entidades públicas” enquanto foi consultor e garantiu: “Nunca me foi pedido [qualquer interferência]”.

Ministério da Educação não tinha suspeitas de uso indevido de 34 milhões de euros

Durante oito anos, entre 2005 e 2013, cinco administradores do grupo GPS terão desviado mais de 34 milhões de euros (para cruzeiros, vinhos, carros ou bilhetes para o mundial de futebol). Mas a Inspeção Geral da Educação e Ciência (IGEC) — a entidade responsável por controlar e realizar auditorias em estabelecimentos de educação, públicos e privados — não detetou que tal estava a acontecer.

Desde 2006 (ano em que o governo de José Sócrates tomou pose) até pelo menos 2011 (ano em que o governo do PSD de Passos Coelho tomou posse), “não foram detetadas situações similares”, confirmou fonte do Ministério da Educação ao Observador, com base em relatórios de atividades desse período. A mesma fonte garantiu ainda que “sempre houve atos inspetivos e auditorias” durante esse período, explicando que se realizam “anualmente”.

GPS diz que há “incongruências que poderão ferir de morte esta acusação”

O grupo GPS ainda não tem uma posição sobre a acusação — algo que considera “absolutamente extemporâneo”, de acordo com declarações do gabinete de comunicação ao Observador. A extensão do processo e “ausência de meios” disponibilizados pelos Ministério Público estão na base da ausência de posição.

Este processo tem pelo menos 1.930 dias (cinco anos, três meses e 15 dias), e recebemos a acusação há apenas alguns dias. Estamos a analisar de forma aprofundada a peça, desde logo muito extensa (270 páginas), num processo principal que tem 19 volumes, com pelo menos 4.593 páginas, a que se somam 26 apensos, desdobrados em cerca de 2.000 pastas de arquivo, com várias centenas de milhar de folhas”, explicou a mesma fonte.

O grupo GPS acusa o Ministério Público de “desigualdade de armas entre a acusação e a defesa” por não disponibilizar cópias de documentos. Para o grupo, “a defesa está diminuída, senão mesmo impedida”. Isto porque o grupo GPS alega que não dispõem de uma “cópia (digitalizada ou em papel) dos documentos constantes do processo”, que “foram apreendidos”. “O Ministério Público alega ausência de meios para facultar cópia dos elementos constantes do processo”, explicou fonte do grupo.

Segundo a mesma fonte, o grupo GPS conta ter “uma posição mais substantiva nos próximos dias“. “De qualquer forma, importa desde já vincar um conjunto de incongruências que poderão ferir de morte esta acusação“, disse ainda a mesma fonte.

Língua Portuguesa: 7 vezes em que a sua professora lhe ensinou coisas erradas

Novo artigo em VortexMag


por admin

Não, não estamos a afirmar que a sua professora de português era uma grande mentirosa, nem que estava completamente errada. Estamos apenas a dizer que, muitas vezes, de forma a simplificar a informação transmitida, são cometidas incorrecções, contribuindo para a criação de verdadeiros mitos gramaticais. A criação de regras é ainda mais acentuada devido à tendência generalizada que existe entre os estudantes de decorar regras. Mais importante, contudo, do que decorar regras, é entender o funcionamento e a estrutura da língua e saber aplicar as regras nos diversos contextos, sendo feita uma análise e reflexão sobre a língua em uso.

Incorrecção 1: Há sempre crase antes da indicação exacta e determinada de horas

Esta regra é usada para indicar que as seguintes construções frásicas são escritas com crase (à ou às):

  • Eu saio para o trabalho todos os dias às sete da manhã.
  • O fogo de artifício começará à meia-noite.
  • Chegaremos ao aeroporto às 18h.

Apesar disso, é possível o uso de as, sem acento grave, em construções que indiquem intervalos exatos de horas:

  • Você ficou as nove horas em jejum, conforme pedido pelo médico?
  • Ele acabou por esperar as cinco horas previstas pela recepcionista das urgências do hospital.
Incorrecção 2: Não se usa crase antes de pronomes

O mais usual é, efectivamente, a inexistência de crase antes de pronomes, porque há apenas a presença da preposição a, não sendo usado o artigo definido a antes de pronomes. Apesar disso, é possível que ocorra crase antes de diversos pronomes, em situações já previstas na gramática:

  • Você entregou todos os papéis à senhora?
  • Você entregou todos os papéis à própria senhora?
  • Você entregou todos os papéis à mesma senhora?
  • Você entregou todos os papéis àquela senhora?

É também possível o uso do acento grave antes de pronomes quando existem termos que se encontram omitidos:

  • Comprei uma blusa igual à que você usou ontem.
  • Passei por uma depressão similar à que você passou.

Atenção!O uso da crase antes de pronomes possessivos femininos é facultativo:

  • Dei o colar a minha mãe.
  • Dei o colar à minha mãe.
Incorrecção 3: Um ditongo é o encontro de duas vogais na mesma sílaba

Na realidade, nunca ocorre o encontro de duas vogais na mesma sílaba. Um ditongo é o encontro de uma vogal e de uma semivogal na mesma sílaba. A vogal actua como o núcleo da sílaba, sendo pronunciada de forma mais forte e nítida. A semivogal é pronunciada de forma mais fraca e menos nítida, apenas acompanhando a vogal.

Nos ditongos crescentes, a semivogal está posicionada antes da vogal.

  • goela (o=semivogal, e=vogal)
  • quase (u=semivogal, a=vogal)

Nos ditongos decrescentes, a semivogal está posicionada depois da vogal.

  • caixa (a=vogal, i=semivogal)
  • flauta (a=vogal, u=semivogal)
Incorrecção 4: Nunca se separam os ditongos na divisão silábica

Embora esta regra englobe a maioria das palavras com ditongos, não há consenso entre os estudiosos da língua portuguesa relativamente às palavras terminadas em -ea, -eo, -ia, -ie, -io, -oa, -ua, -uo.

Essas palavras são, tradicionalmente, paroxítonas terminadas em ditongo crescente. Logo, o encontro vocálico mantém-se na mesma sílaba:

  • água (á-gua)
  • génio (gé-nio)
  • ânsia (ân-sia)

Apesar disso, devido à flexibilidade na pronúncia do ditongo, essas palavras podem ser também classificadas como proparoxítonas aparentes, sendo o ditongo convertido para hiato e ficando em sílabas separadas na divisão silábica:

  • água (á-gu-a)
  • génio (gé-ni-o)
  • ânsia (ân-si-a)

No actual acordo ortográfico, essas palavras foram categorizadas como palavra proparoxítonas, terminadas em hiatos.

Incorrecção 5: Não se usa vírgula antes da conjunção e

Embora não se use habitualmente a vírgula antes da conjunção e em enumerações, é possível o uso da vírgula antes dessa conjunção em diversas situações:

  • Quando a conjunção e tem um valor diferente de uma conjunção aditiva: O meu filho estudou durante dias, e mesmo assim não passou na prova.
  • Quando o uso da conjunção e tem como objectivo um efeito enfático: Ele disse, e fez, e desfez, e refez, e se contrariou, e repetiu tudo outra vez!
  • Quando orações coordenadas possuem sujeitos distintos, sendo marcadas por uma pausa: Eu é que fui assaltada, e ele é que ficou traumatizado.
Incorrecção 6: Não se pode iniciar uma frase com a conjunção mas e com a conjunção e

O uso da conjunção mas e da conjunção e no início das frases é, habitualmente, desaconselhado por terem uma marcada função de conectores, ou seja, de elementos de ligação entre termos ou orações.

Apesar disso, podem ser usados no início das frases em diversas situações, principalmente com finalidades literárias e expressivas, dando ênfase ao enunciado e simplificando o discurso. Esse recurso é utilizado por muitos autores de renome.

  • Mas como é que isso foi acontecer? Alguém viu alguma coisa?
  • Sozinha, a Maria fez os salgadinhos, os docinhos e o bolo. E ainda fez todos os enfeites da festa!
Incorrecção 7: Não devem ser usadas construções frásicas com dupla negação

Embora seja frequentemente dito que a dupla negação deve ser evitada porque transmite uma ideia afirmativa, isso não é correcto. A dupla negação reforça o sentido negativo da frase. É uma construção sintaticamente correta, sendo muito usada na linguagem oral.

  • Não foi nada! Está tudo bem!
  • Ela não me pediu nada.

A Ryanair julga que aterrou no faroeste

por estatuadesal

(Daniel Oliveira, in Expresso Diário, 02/04/2018) 

Daniel

Daniel Oliveira

A Ryanair violou a lei da greve, substituindo grevistas por “voluntários” e por tripulações de outros países. As provas são claras, até porque a empresa nem sequer se deu ao trabalho de as esconder. Estão na circular de “agradecimento” que enviou àqueles que ilegalmente substituíram os grevistas e na gravação de, entre outros, um telefonema em que uma comissária de bordo espanhola é ameaçada de despedimento caso não substitua, no seu dia de folga, os trabalhadores portugueses. O que quer dizer que para violar a lei da greve vigente em Portugal (e na maioria dos países europeus) usou de coação e ameaça. Ficamos a saber que a empresa trata os seus trabalhadores como trata os seus clientes, totalmente ignorados durante esta greve.

O desrespeito pela legislação nacional tem sido uma constante na empresa e não pode continuar a ser ignorado pelas autoridades nacionais. Serve para não dar licença de parentalidade como está estipulada na lei, serve para obrigar trabalhadores a deslocarem-se a Dublin para justificar baixas já legalmente justificadas, serve para impor condições negociais aos sindicatos totalmente ilegais, serve para substituir trabalhadores que estão em greve. A Ryanair parece acreditar que opera em Portugal como se fosse uma “offshore” legal. E para percebermos como é que o presidente da companhia, Michael O’Leary, olha para o nosso país e para as nossas leis (que em matéria ambiental não são diferentes das do resto da Europa), basta recordar como, há um ano, reagiu à pergunta de uma jornalista quando esta referiu os estudos de impacto ambiental necessários para construir o aeroporto do Montijo: “É só pegar em duas shotguns e o problema dos pássaros resolve-se...” O respeito, o cuidado, o charme...

Ao contrário do que julga o cowboy, os trabalhadores contratados em Portugal estão sujeitos à lei nacional. Por isso, espero que as autoridades portuguesas sejam muitíssimo rigorosas. A começar pela Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) que, ao investigar tudo o que se passou, deixará clara a autoridade nacional neste conflito laboral. Depois, o Estado e a Justiça, que deverão enviar um sinal de que Portugal não é o faroeste onde cada empresa cria a sua própria lei e decide o que quer e não quer cumprir.

Como reação a esta greve, a Ryanair ameaçou Portugal com a redução do número de aviões baseados em Portugal. Conhecemos o estilo e devemos, até para deixar o recado a outras empresas, não mostrar qualquer tibieza: Portugal é um Estado de Direito, europeu e onde as leis são para cumprir. Sim, precisamos do turismo. Mas há concorrentes da Ryanair. Sabendo que as low cost, que foram e continuam a ser fortemente subsidiadas pelos Estados a que se destinam, estão a viver um período difícil, este é o momento para definir regras. Só nos podem interessar empresas que cumpram a lei. Porque quem não se dá ao respeito está condenado ao subdesenvolvimento.

O COMPLÔ

por estatuadesal

(In Blog O Jumento, 02/04/2018)

Marques_Mendes

Marques Mendes, o homem mais bem informado de Portugal e arredores, precisou de chegar ao dia das mentiras e em pleno domingo pascal do ano santo de 2018 para descobrir que há um complô em torno dos bancos falidos. Dir-se-ia que Marques Mendes esteve enterrado desde a falência do BPN e ressuscitou ontem à noite, no seu tempo de antena da SIC Notícias.

O homem não viu nenhum complô quando os seus camaradas de partido e dos governos de Cavaco Silva fazerem grandes negócios ruinosos e arruinados com o dinheiro fácil do BPN. Também não viu nenhum complô quando o seu agora patrão na SIC Notícias usou a revista do Expresso para apresentar o mesmo BPN como um caso de sucesso na banca. E quando se soube que no meio da desgraça Cavaco Silva ganhou muitos milhares de euros num negócio de ações mais do que manhoso também não reparou em nenhum complô.

Quando Passos Coelho foi fotografado de havaianas na mão ao mesmo tempo que o BES era enterrado, tudo isso depois de o governo ter assinado um diploma sem se reunir, situação bem explicada por Assunção Cristas a quem a Maria Albuquerque telefonou para abrir o e-mail e assinar de cruz, Marques Mendes não deu por qualquer complô. Também não viu qualquer complô quando Passos e a Maria Luís asseguraram que a resolução do BES não traria custos para os contribuintes. E muito menos quando Sérgio Monteiro foi contratado pelo BdP para ser o caixeiro-viajante encarregado de vender o Novo Banco.

Poderia ter visto um complô na guerra de Ricciardi apoiado por Passos Coelho contra Ricardo Salgado e ter desconfiado de um complô para mudar a liderança do banco, eventualmente a troco da sua lavação, mas não viu. Da mesma forma que não viu nem ouviu o que se falou entre o governo de Passos e a troika a propósito do BES. Provavelmente não acredita em complô porque estará convencido que isso nem foi falado, aconteceu depois e muito de repente.

Agora e como não pode ilibar o seu PSD da situação tenta embrulhar todos num complô, pela forma manhosa como mete tudo e todos no complô até podemos imaginar o Jerónimo de Sousa a ir clandestinamente à Manta Rota, à tal vivenda alugada por Passos de quem ninguém ainda viu a fatura, para arranjar o complô com o finado dirigente do PSD.

O PSD já massacrou o PS tentando esconder as responsabilidades dos seus no caso do BPN, agora que não pode assacar as responsabilidades a Vítor Constâncio, também não as quer atribuir a Carlos Costa, porque sabe que o governador atuou como se fosse um pau mandado de Passos Coelho e da troika. Por isso o conhecido empresário e advogado arma-se em espertalhão e inventa um complô.

Pulhas Analytica

Publicado por João Mendes

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Robert Mercer, proprietário da Cambridge Analytica, é um dos homens mais ricos do mundo. E como grande parte dos bilionários norte-americanos, Mercer é um batoteiro, que pratica o tipo de batota que a grunharia liberal-fascista venera, porque a grunharia liberal-fascista vive precisamente da batota, seja manipulando os mercados e a economia através dos seus fundos abutres, seja através da evasão fiscal em massa, seja com recurso à injecção de milhões de dinheiro sujo para distorcer a percepção pública sobre os mais variados temas. Uma cambada de parasitas e filhos da puta. O mundo estaria infinitamente melhor sem eles.

Mas Robert Mercer não se contenta com a condição de parasita filho da puta liberal-fascista. Não, Robert Mercer integra o lote daqueles que precisam do sofrimento alheio e da instigação generalizada do medo para ser feliz, seja lá o que isso signifique para ele. Só isso explica o facto de ser racista, xenófobo e adepto da violência. Só isso explica que seja um dos grandes patrocinadores das candidaturas presidenciais mais radicais nos EUA. Só isso explica que seja um dos mecenas de referência de projecto de extrema-direita como o Breitbart News, onde Trump foi buscar, reza a lenda que por indicação de Mercer, o fascista Steve Bannon, para seu braço direito. Enquanto durou.

Como a agenda liberal-fascista não é uma agenda popular ou fácil de implementar, na medida em que a esmagadora maioria da humanidade, por muito alheada que esteja, não está muito interessada em viver num mundo onde uma pequena elite de pulhas tudo domina e remete os restantes para indigência, para a acefalia e para a nova escravatura, condições nucleares para o modelo económico do liberal-fascismo, que assenta em salários miseráveis e na erradicação total de direitos laborais, Robert Mercer e a sua filha Rebekah, a Cruella De Vil do liberal-fascismo, decidiram levar a batota para outro nível, montando e financiando um esquema de manipulação da opinião pública em larga escala, que de resto já causou danos irreversíveis no império Zuckerberg. E nos EUA. E no Reino Unido. E na União Europeia. E no planeta Terra.

Os resultados, agora divulgados, não deixam margem para grandes dúvidas. Apanhado pela câmara oculta de um corajoso jornalista, Alexander Nix, CEP (Chief Executive Pulha) da Cambridge Analytica, revelou ao mundo os métodos dos vigaristas liberal-fascistas, que vão da mais reles e canalha manipulação emocional da opinião pública até ao envio de prostitutas para casa dos seus alvos. Eis a escumalha por trás da vitória de Donald Trump, do triunfo do Brexit e, possivelmente, da ascensão de outros déspotas e vigaristas. Eis os pulhas engravatados, provenientes das melhores famílias, universidades e business schools, que não olham a meios para fazer dinheiro, nem que para isso tenham que enganar e cuspir nas massas, fazer pactos com gente corrupta e violenta ou patrocinar atentados contra a democracia. O lixo liberal-fascista que gosta de dar lições de moral, mas que, na realidade, não é exemplo para ninguém. Pelo menos para pessoas sérias. O liberal-fascismo que não acaba quando acaba o dinheiro dos outros. Porque quando acaba o dinheiro dos outros, o liberal-fascismo encontra sempre outra maneira para parasitar a humanidade. Pulhas.

São Pedro Gordo

Novo artigo em BLASFÉMIAS


por Sérgio Barreto Costa

mr

- Dá para entrar, São Pedro?

- Não te conheço, meu filho, não deves ser cliente habitual. Como te chamas?

- Sou o Manuel Reis, cheguei agora mesmo de Lisboa.

- É melhor tentares noutro dia, Manel, não estás na lista de convidados e a casa está cheia.

- Bolas, São Pedro, o 007 é que entrou num filme chamado “Morre noutro dia”! Isto aqui não é cinema, estou um bocado limitado nas opções!

- Ehehehe, já me tinham dito que eras um gajo bem-humorado. Ok, podes passar, são 240 euros.

- 240 euros?! Mas acabaste de pedir 12 euros à última pessoa que entrou! É que nem na Venezuela a inflação está tão descontrolada!

- Misteriosos são os caminhos do Senhor, Manel. E, por vezes, caros…

- Eu li algures que o Limbo tinha acabado, gostava de saber para onde vou com estes valores celestes de consumo mínimo.

- Oh meu filho, estou a brincar, claro que podes entrar sem problemas. É fácil de perceber que tu és um tipo impecável, estava só a pegar contigo por causa deste tipo de traquinices que tu fazias lá em baixo.

- É a “política da porta”, São Pedro, não é por mal. Isso faz-se em todo o mundo e é obrigatório para o sucesso do negócio. Pergunta ao teu patrão omnisciente, ele sabe disso.

- Sabemos todos, Manel. E compreendemos a situação. Aliás, aqui na Igreja também temos uma espécie de “política da porta” relacionada com o sacerdócio: achamos que a nossa actividade pode ser melhor desenvolvida se não permitirmos a ordenação feminina.

- Pronto, ainda bem que entendes a minha situação.

- Claro que sim. O que não entendo é a veneração que te dedicaram nos últimos dias, uma vez que foi feita, quase sempre, por pessoas que nos azucrinam a cabeça diariamente por causa da discriminação que levamos a cabo!

- Vocês andam a discriminar mal, isto tem de ser feito com arte. É uma encenação como outra qualquer.

- Achas que estamos a precisar de um sommelier da discriminação? Podias dar-nos umas dicas, Manel...

- O mais importante é nunca discriminares os profissionais da luta contra a discriminação. É pessoal muito chato, devem ser mimados com regularidade. O resto vem por acréscimo: discriminação no cu dos outros é refresco.

- Não me parece que isso chegue. Bolas, Manel, falemos a sério! Prestaram-te um culto, lá na tua terra, como eu já não via desde as aparições da Cova da Iria!

- Dá-lhes um desconto, São Pedro, lembra-te do Eclesiastes: “vaidade das vaidades, tudo é vaidade”. Na maior parte dos casos, quando estão a falar de mim não estão a falar de mim; estão a falar deles. Vamos lá mas é à festa. Quem é que está a pôr música hoje?

RTP - O Essencial

O Essencial

2 Abril, 2018

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Carlos Santos Neves
Coordenador Multimédia
Carlos Santos Neves

Bem-vindo

Dia de greve na empresa Infraestruturas de Portugal. Com impacto nos transportes ferroviários de passageiros, sobretudo em ligações de longo curso. Até ao final da manhã tinham sido suprimidos pelo menos 100 comboios.


Comboios sem serviços mínimos em dia de greve na IP

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Os trabalhadores da Infraestruturas de Portugal estão hoje em greve. Uma ação que atinge a circulação de comboios de passageiros, para a qual não foram decretados serviços mínimos. A Fectrans – Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações acusa a administração e o Governo de terem recuado face a um primeiro acordo. Acusa também a empresa de estar a substituir os trabalhadores em protesto e admite avançar com uma queixa junto da Autoridade para as Condições do Trabalho. O Governo responsabiliza, por sua vez, os sindicatos pelo fracasso da última ronda de negociações, no fim de semana. O impacto desta paralisação é atualizado ao longo do dia na RTP3.


Portugueses atacados na República Centro-Africana

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Um grupo de 15 militares portugueses ao serviço das Nações Unidas foi alvo de uma emboscada na República Centro-Africana, mas não há notícia de baixas. O ataque teve lugar na tarde de sábado durante uma patrulha de rotina na cidade de Bangui. Ouvido pela Antena 1, o comandante Pedro Coelho Dias, porta-voz das Forças Armadas, deu mais detalhes.


Denúncias de pressões e ameaças na Ryanair

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Outra greve em Portugal, a da Ryanair, fica marcada por denúncias de ameaças de despedimento. Tripulantes da transportadora na Europa foram contactados para substituírem os colegas portugueses que cumpriram no domingo de Páscoa o segundo dia de paralisação. A RTP teve acesso a conversas telefónicas. Num destes contactos, uma tripulante espanhola é ameaçada com despedimento por se mostrar solidária com o protesto dos profissionais portugueses.


Pequim retalia em guerra comercial com Trump

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O Governo chinês fez subir as taxas sobre importações de carne de porco, fruta e outros produtos dos Estados Unidos. O Ministério das Finanças da China confirma tratar-se de uma resposta às tarifas que o Presidente norte-americano decidiu aplicar às importações de aço e alumínio. Politicamente, a escolha de Pequim é cirúrgica: espera-se que as medidas afetem sobretudo áreas rurais da América, onde está concentrada boa parte da base de apoio de Donald Trump.


Operação Páscoa. Quatro mortos, mais de 800 acidentes

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Termina esta segunda-feira a Operação Páscoa da Brigada de Trânsito da GNR. O último balanço refere quatro vítimas mortais em mais de 800 acidentes nas estradas portuguesas. Também a PSP levou a cabo, nos últimos dias, a Operação Polícia Sempre Presente – Páscoa em Segurança, com registo de mais de 300 acidentes, seis feridos graves e 91 ligeiros.


Tráfego postal em quebra

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Entra esta segunda-feira em vigor o novo tarifário dos CTT para o serviço postal universal. Os preços sofrem um aumento médio de 4,5 por cento. Números aqui sintetizados pela jornalista da Antena 1 Raquel Morão Lopes mostram que a circulação de cartas e encomendas caiu para metade desde 2001. Se este ritmo se mantiver, dentro de 16 anos não haverá correio em Portugal.


Porto tenta reaver a liderança a solo

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Para retomar a liderança isolada da I Liga, o Futebol Clube do Porto terá de bater esta segunda-feira o Belenenses, no fecho da 28ª jornada. Na antevisão desta partida, o treinador dos dragões, Sérgio Conceição, saiu em defesa dos jogadores, perante a atual conjuntura do futebol português.


Sol, nanopartículas e água

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A estrela que governa o nosso sistema planetário é uma fonte de energia com múltiplas utilizações. Um grupo de investigadores das universidades norte-americanas de Yale e Rice desenvolveu um método que emprega o Sol na conversão de água salgada em água potável. O Nuno Patrício explica aqui como funciona esta tecnologia.


O óbito da Tiangong-1

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Está desfeita a incógnita sobre o ponto de queda. Tal como a própria estação espacial chinesa, que concluiu em pedaços incandescentes a sua missão. A Tiangong-1 reentrou na atmosfera terrestre na região central do Pacífico sul, segundo o CMSEO, a estrutura responsável pelas missões espaciais tripuladas da China. A maior parte desintegrou-se com o atrito.


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Uma delegação de 150 atletas e artistas sul-coreanos está de visita a Pyongyang, em novo gesto de desanuviamento da crónica tensão entre os dois países da Península Coreana. As cantoras da girls band Red Velvet assumiram o protagonismo na capital da Coreia do Norte, onde atuaram sob o olhar de Kim Jong-un.

Braga e o Estado Laico

Novo artigo em Aventar


por dariosilva

O Estado português é laico.
A Câmara Municipal de Braga é católica, apostólica, romana.

Portugal: 15 fantásticos locais para visitar na Primavera

por admin

A Primavera chega e, um pouco por todo Portugal, regressa o bom tempo, os campos voltam a ficar verdejantes e as flores começam a despontar. O país ganha uma nova vida e não faltam locais para visitar onde pode ver a Natureza em todo o seu esplendor, a fazer a sua habitual magia desta época do ano, em que o Inverno dá lugar à vida própria da Primavera. Para elaborar este roteiro, escolhemos locais onde é possível apreciar a Primavera em todo o seu esplendor, seja nas amendoeiras em flor de Foz Côa, seja nos pastos verdejante do Sistelo ou seja nas ruas floridas de Trancoso. Descubra os melhores locais para visitar na Primavera em Portugal.

1. Foz Côa

Situada na região do Alto Douro, numa área de terras xistosas também conhecidas como “Terra Quente”, Vila Nova de Foz Côa é uma cidade, sede de concelho, que viu o seu nome correr fronteiras pela descoberta e classificação como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO das suas gravuras rupestres paleolíticas ao ar livre no vale do Rio Côa, um dos maiores centros arqueológicos de arte rupestre da Europa. Região maioritariamente agrícola, é também conhecida como a “Capital da Amendoeira”, devido à grande densidade desta árvore no concelho, em parte derivada do especial microclima de cariz mediterrânico que aqui se faz sentir, permitindo paisagens sem igual quando estas amendoeiras florescem e vestem os campos de branco e rosa, normalmente na segunda semana de Fevereiro prosseguindo até aos primeiros dias de Março.

Amendoeiras em Flor no DouroAmendoeiras em Flor no Douro

Este mundo agrícola molda a paisagem de vinha, olivais e das referidas amendoeiras, permitindo panoramas únicos de grande beleza, por entre montes e vales, onde cursos de água abundam.
Por todo o concelho existem Aldeias Rurais, xistosas, onde a tradição e costumes ainda imperam. Perto de Vila Nova de Foz Coa, está a localidade de Numão, um importante bastião aquando da ocupação romana, e onde se encontram ainda as ruínas de um castelo do século X, bem como interessantes casas Judaicas.

2. Sistelo

A aldeia de Sistelo situa-se no concelho de Arcos de Valdevez, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gêres, junto à nascente do rio Vez. Famosa pelas suas paisagens em socalcos, onde se cultiva o milho e pasta o gado, a aldeia encontra-se muito bem preservada, tendo sido recuperadas as casas típicas de granito, os espigueiros e os lavadouros públicos. O Castelo de Sistelo, ex-líbris da aldeia, merece uma cuidadosa visita: trata-se de um palácio de finais do século XIX onde viveu o Visconde de Sistelo.

SisteloSistelo - Rui Videira

Deambule pelas ruelas de Sistelo e aprecie a Igreja Paroquial, a Casa do Visconde de Sistelo, a Ponte Romana e o Moinho, a ponte de Sistelo de jusante, a Ermida de Nossa Senhora dos Aflitos e as Capelas de Santo António, de São João Evangelista, da Senhora dos Remédios e da Senhora do Carmo. Não deixe de subir ao miradouro do Chã da Armada para admirar a magnífica vista panorâmica! Se é apreciador de caminhadas na natureza, percorra o Trilho das Brandas de Sistelo (10 km), que tem início na aldeia, e fique a conhecer as brandas de Rio Covo, em Sistelo, do Alhal, no Padrão, e da Cerradinha, terrenos que, durante o verão, serviam de apoio à pastorícia. O artesanato característico da aldeia é composto pelas meias redondas de lã e pelos aventais de lã.

3. Soajo

O Soajo, uma das mais típicas aldeias portuguesas, pertence ao concelho de Arcos de Valdevez e situa-se numa das vertentes da serra da Peneda, inserida no Parque Nacional da Peneda-Gerês. A aldeia foi vila e sede de concelho entre 1514 e meados do século XIX mas, a sua história, começa muito antes, como o comprovam o Santuário Rupestre do Gião, na serra do Soajo, e as inúmeras antas e mamoas que existem nesta zona. Possui um grandioso conjunto de espigueiros (classificados como imóvel de interesse público) erigidos sobre uma gigantesca laje granítica e que, ainda hoje, são utilizados para secar o milho, pelas gentes da terra.

EspigueirosEspigueiros do Soajo

Enquanto caminha pelas ruas pavimentadas com lajes de granito repare nas casas típicas construídas no mesmo material. Aprecie a Casa da Câmara, a Casa do Enes, a Igreja Paroquial de São Martinho do Soajo, o moinho em ruínas e o pelourinho. Atente na calçada medieval que proporciona uma vista panorâmica da aldeia. As inúmeras casas de turismo aqui existentes nasceram da recuperação de edifícios antigos. São espaços muito bem restaurados que mantiveram a traça tradicional e que proporcionam estadias confortáveis em pleno Parque da Peneda-Gerês.

4. Trancoso

Com um passado a par da História de Portugal, Trancoso é uma vila protegida por muralhas onde se preserva o ambiente medieval nas ruas estreitas e nas casas de pedra. O planalto onde está situada, a 870 metros de altitude, deu-lhe a posição estratégica na defesa da fronteira com Espanha e transformou-a numa importante praça de armas durante a Idade Média. A imponente Porta d'El Rei é a entrada principal nas muralhas e também uma homenagem a D. Dinis que aqui celebrou o seu matrimónio com Isabel de Aragão, em 1282, na Ermida de São Bartolomeu. D. Dinis ofereceu a vila à Rainha Santa em dote e instituiu a feira franca, na origem da grande Feira de Trancoso que ainda acontece a partir de 15 de Agosto, dia da padroeira Nossa Senhora da Fresta.

TrancosoTrancoso

O labirinto de ruas de pedra conduz-nos ao centro da vila onde se encontra o Pelourinho, no cruzamento entre a Vila Velha e a Vila Nova. Na parte mais antiga, encontramos o Castelo muito disputado entre mouros e cristãos e conquistado definitivamente pela força de D. Afonso Henriques em 1160, e a Igreja de São Pedro, onde descansa para a eternidade o misterioso Bandarra (1500-45), um sapateiro poeta que profetizou a perda da independência de Portugal em 1580 e a sua restauração em 1640. Foi na Vila Nova que a população se estabeleceu. No séc. XV existiu aqui uma importante comunidade judaica que muito contribuiu para o desenvolvimento do comércio. A memória dessa época permanece na arquitectura das casas com duas portas (uma larga, de entrada na loja, e outra estreita, com acesso à área de residência) e na Casa do Gato Negro (no Largo Luís de Albuquerque), um dos edifícios mais emblemáticos da vila identificado como sendo a antiga sinagoga e residência do rabino.

5. Óbidos

A lindíssima vila de Óbidos, de casas brancas enfeitadas com buganvílias e madressilvas foi conquistada aos mouros pelo primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, em 1148. Mais tarde, D. Dinis doou-a a sua mulher, a rainha Santa Isabel. Desde então e até 1883, a vila de Óbidos e as terras em redor foram sempre pertença das rainhas de Portugal. Envolvida por uma cintura de muralhas medievais e coroada pelo castelo mouro reconstruído por D. Dinis, que hoje é uma pousada, Óbidos é um dos exemplos mais perfeitos da nossa fortaleza medieval. Como nos tempos antigos, a entrada faz-se pela porta sul, de Santa Maria, embelezada com decoração de azulejos do séc. XVIII.

ÓbidosÓbidos

Dentro das muralhas, que sob o sol poente tomam uma coloração dourada, respira-se um alegre ambiente medieval feito de ruas tortuosas, de velhas casas caiadas de branco com esquinas pintadas de azul ou de amarelo, de vãos e janelas manuelinas, lembrando que D. Manuel I (séc. XVI) aqui fez grandes obras, de muitas flores e plantas coloridas. Não deixe de visitar a Igreja Matriz de Santa Maria, a linda capela de São Martinho e, fora das muralhas, a Igreja do Senhor da Pedra.