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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

“NÃO DAR UM PASSO MAIOR QUE A PERNA…”



por estatuadesal
(Joaquim Vassalo Abreu, 08/09/2017)
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(Este texto reflecte apenas a opinião do seu autor, sobretudo no que toca à sua declaração negativa de voto eleitoral. Esta página não faz declarações de voto explícitas, nem a favor nem contra, até porque as Estátuas não votam.
Estátua de Sal, 08/09/2017)

Lentamente começo a actualizar-me e, agora que terminou o período estival e recomeça a disputa política, também eu vou retomando os meus velhos hábitos e vendo alguma TV.
E ouvi hoje esta lapidar frase de António Costa, que releva da sabedoria popular e do bom senso, não admitindo, por isso, qualquer relevante contraditório, e verifiquei de imediatos três tipos de reacções: Por um lado o ar estupefacto de Passos Coelho, que desejava realmente que Costa aceitasse, por pressão dos seus aliados, dar “um passo maior que a perna”, a de Catarina Martins, também estupefacta e dando uma resposta leviana e inconsequente e, por fim, a posição sempre sensata do PCP que prefere esperar para ver, mas sempre disposto a lutar pelo possível.
“Lutar pelo possível” disse eu e conscientemente o disse. Porque é disso mesmo que se trata.
Pois vejamos: Se os resultados da Economia têm sido francamente bons; se os valores das principais variáveis económicas e sociais têm tido um comportamento francamente positivo ( a confiança, o investimento, o consumo privado, as exportações etc e etc.), tudo isso tem por sustentação dois aspectos nitidamente relevantes: por um lado a sensação de que o Governo tudo tem feito para inverter o ciclo da austeridade e reverter rendimentos, mesmo que faseadamente e, por outro lado, a certeza de que tudo isso tem sido feito observando e respeitando integralmente as condicionantes que nos são impostas pelo controle do défice e pelo rating da dívida.
Assim sendo, constituindo esta notável melhoria da situação económica e global um desafio a uma estabilidade sustentável, não só desejável como imprescindível, ela não pode ser desperdiçada por desejos de um aproveitamento pontual que se poderá tornar malévolo num futuro próximo.
As posições do Bloco de Esquerda, imediatistas , não digo irresponsáveis mas no mínimo aéreas, não condizem minimamente com a aceitação da realidade nem com as suas exigência e mais me parecem a daquelas famílias que, tendo conseguido uma momentânea melhoria da sua situação orçamental, desatam logo a gastar sem cuidar de poupar ou antever uma crise futura.
Reivindicar, como faz o BE, para que depois o sucesso das medidas sejam obra sua, é o caso de uma política pouco responsável e até oportunista, que nada aporta nem ao bom senso nem à estabilidade.
Contrário é, como disse, o comportamento do PCP. O PCP elege temas comportáveis e realizáveis. Estuda-os e, movimentando-se na sombra, sabe perfeitamente da exequibilidade e de todos os contornos mas, sabendo serem medidas possíveis e compagináveis, não prescinde delas. É consequente e responsável.
O BE apenas quer louros e apresenta uma Catarina sempre mal disposta. Não é bem o Passos Coelho, embora às vezes pareça, mas coloca-se muitas vezes a jeito!
É que Passos Coelho logo veio dizer do seu desejo: que os Partidos de Esquerda que apoiam esta solução parlamentar se desentendam e deixem o PS a falar sozinho!
Isto é o que ele sonha, já que todos os seus sonhos se têm perdido no anedotário do tempo, a não ser que a Catarina ajude…
De modo que eu reafirmo, corroborando energicamente a frase de Costa, que “ Não dar um passo maior que a perna”´ é o que impõe o bom senso e a razoabilidade!
O BE quer derrubar o Governo? Pois que derrube! Vai-se arrepender eternamente…
Não tenho nada contra o Bloco, mas nunca nele votaria!
É a minha opinião! Apenas minha!
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quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Anomalias?

Posted: 06 Sep 2017 05:09 PM PDT

Ao resistirem à tentação de entrar no governo de Costa, optando por extrair concessões modestas mas tangíveis em troca do apoio parlamentar, o BE e o PCP traçaram um caminho entre o fechamento sectário e a neutralização política, mantendo a oportunidade de colocar em cima da mesa soluções mais radicais [da reestruturação da dívida à saída do Euro] para as dificuldades do país quando a próxima crise da Zona Euro chegar.
Excerto da principal conclusão política de uma análise com fôlego à evolução histórica recente da formação social portuguesa, “anomalias lusas”, publicada pelo historiador irlandês Daniel Finn na que é para mim a melhor revista de pensamento político em sentido amplo do mundo anglo-saxónico, a New Left Review.
A crónica de Owen Jones no The Guardian, talvez suscitada pela leitura deste artigo, ilustra também o renovado interesse no caso português. É uma crónica interessante, mas prejudicada pelos hábitos voluntaristas e europeístas típicos do comentário progressista. Esquece-se das circunstâncias políticas específicas do tempo e do lugar que tornaram possível a actual solução e que tornam difícil a sua repetição noutros contextos, incluindo a extensão do recuo histórico anterior, de resto em larga medida por reverter, dada a natureza necessariamente limitada do que foi conseguido. E lembra-se de colocar às esquerdas contraproducentes tarefas de reforma com escala europeia, que estas não estão em posição de prosseguir nessa escala, e de sobrestimar as mudanças no PS, cujas elites ainda dominantes não fizeram o tipo de ruptura ideológica de Corbyn e companhia com a Terceira Via.
Entretanto, do último número da New Left Review consta também uma extensa entrevista a Catarina Martins que vale a pena ler pelas perguntas e pelas respostas. Se exceptuarmos um momento de injusto paternalismo em relação a um PCP de que está próxima nas áreas fundamentais, incluindo direitos e liberdades, e uma sobrestimação do papel bloquista no arranque da solução governativa, a verdade é que Catarina Martins está em grande forma na avaliação da conjuntura e da estrutura nas várias escalas. Sem ilusões em relação à social-democracia realmente existente, revela uma aguda consciência da economia política europeia.
Com esta direcção, o BE está em condições de evitar o triste destino do Syriza, não se deixando cooptar, nem condicionar por uma certa opinião euro-liberal dita de esquerda, muito presente na comunicação social, mas sem grande relevância política fora dela: intransigência estratégica e flexibilidade táctica, função de uma correlação de forças que pode e deve ser mudada.

Fonte: Ladrões de Bicicletas

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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

O CDS-PP em Ovar e a síndrome de Trump-Ventura



BE - SímboloComunicado de Imprensa


O CDS-PP em Ovar e a síndrome de Trump-Ventura


O Bloco de Esquerda vem, por este meio, lamentar que a síndrome de Trump-Ventura tenha tomado dimensões de pandemia e alcançado a freguesia de Esmoriz. A nossa candidatura à freguesia tomou conhecimento das declarações proferidas pelo cabeça de lista do CDS-PP a Esmoriz (https://www.facebook.com/carlos.alexandre.1420/posts/1624043610962468?pnref=story), que pretende desmerecer várias candidaturas à Assembleia de Freguesia de Esmoriz (salientando o carácter de exceção das candidaturas da direita), pelo simples facto de serem encabeçadas por cidadãos não naturais da freguesia. Sobre a pretensa ausência de vivência cívica e política da freguesia, por parte do nosso cabeça de lista, João Santos, ou de qualquer outro membro da nossa candidatura, não comentaremos. A militância política e cívica não se fazem só da ribalta, da procura de destaque ou outras formas de visibilidade. Há militância e vivência mais discretas e nem por isso menos militantes. Há política e há politiquice. E lamentamos que a politiquice da síndrome Trump-Ventura e a tentativa de capitalização do voto demagógico e bairrista tenha subido novamente à cabeça do CDS-PP.
Gostaríamos de ver esclarecidas, por parte desta candidatura, as seguintes questões: (i) o que torna uma candidatura mais legítima que a outra? (ii) Qual o período mínimo de residência numa freguesia para que um candidato possa ser um bom candidato? (iii) Que lei informal vigora na freguesia: o jus solis (só candidatos naturais da terra são bons candidatos) ou o jus sanguinis (só os candidatos filhos de esmorizenses são bons candidatos)? Lembramos que, de acordo com a lei nacional, estrangeiros residentes há mais de cinco anos têm direito a votar e a constituírem-se candidatos nas eleições autárquicas. Alertamos ainda a candidatura do CDS-PP que entre o bairrismo exacerbado e o nacionalismo exacerbado a diferença é apenas de grau. Para o CDS-PP, qual o limiar razoável para que um freguês seja um bom candidato esmorizense? E dizemos CDS-PP pois a julgar pela aprovação (os famosos “likes” do facebook), por parte dos restantes cabeças de lista do partido (à Câmara Municipal e à Assembleia Municipal), das palavras do candidato à Assembleia de Freguesia de Esmoriz, esta é provavelmente a posição oficial do partido! Ficamos a pensar o que pensaria o mais proeminente líder deste partido, Paulo Portas, que durante anos a fio se elegeu para a Assembleia da República por um distrito que não o viu nascer – o de Aveiro. E o que terá a candidatura autárquica do CDS-PP de Ovar a dizer ao seu anterior líder partidário? Por outro lado, em jeito de provocação didática, fica a pergunta: se um candidato nascido no concelho de Santa Maria da Feira, residente em Esmoriz há cerca de uma década e com militância política na freguesia é um candidato de “mas”, que palavra usaria o CDS-PP para descrever um candidato estrangeiro que se tenha tornado residente há mais de cinco anos?
A ligação de uma pessoa a uma terra é afinal coisa de sangue, de solo... ou de coração, como tantos “bons esmorizenses” gostam de salientar? Por fim, pensamos ser pertinente lembrar o CDS-PP que uma boa parte dos residentes em Esmoriz não nasceu na freguesia e que não é com discriminação que se atrai novos fregueses para Esmoriz.

Candidatura do Bloco de Esquerda à freguesia de Esmoriz – Autárquicas 2017
e Coordenadora Concelhia do Bloco de Esquerda – Ovar
Esmoriz, 30 de Agosto de 2017

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

BE–Entrega das Candidaturas Autárquicas no Tribunal de Ovar

BE - SímboloNota de imprensa
Bloco de Esquerda: Entregou as suas candidaturas autárquicas no Tribunal de Ovar
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Uma delegação do Bloco de Esquerda de Ovar que incluía o primeiro candidato de cada uma das listas e a mandatária das candidaturas do Bloco no concelho de Ovar, sob o lema, “Construir um Presente com Futuro”, Patrícia Veiros, advogada, entregou no Tribunal de Ovar, no dia 3 agosto, as listas de candidatura à Câmara Municipal e Assembleia Municipal, bem como às duas assembleias de freguesia a que se apresenta, Esmoriz e União das Freguesias de Ovar, São João, Arada e São Vicente de Pereira Jusã.
Também em Ovar as candidaturas bloquistas querem ser, “A Força do Bloco faz a diferença”, com eleitos das suas candidaturas aos diferentes órgão autárquicos e com um plano da candidatura à Câmara Municipal, que tem como cabeça de lista, Ismael Lisboa Varanda, arquiteto, propondo o desenvolvimento sustentável de Ovar. Um projeto que “assenta em quatro vetores, que têm o objetivo de criar riqueza, gerar trabalho e emprego, aproveitando aquilo que são as nossas potencialidades naturais”, porque, como é afirmado, “as nossas riquezas naturais são o Mar, a Ria, a Barrinha de Esmoriz, a Floresta e a Terra”.

Os primeiros candidatos do BE são:
Câmara Municipal de Ovar – Ismael Lisboa Varanda (arquiteto), Américo José Resende (gestor de tráfego), Maria Isabel Andrade (museóloga), Mário Jorge Saxe (empresário), Pedro Miguel Rodrigues (professor), Rita Miguel Gouveia (historiadora de arte)

Assembleia Municipal de Ovar – Eduardo Silva Ferreira (biólogo, professor e bolseiro de investigação cientifica), José Carlos Lopes (assistente operacional educação), Liliana Dias Resende (estudante), Bruno Silva Morais (técnico de emergência pré-hospitalar), Iúri Ribeiro Martins (estudante)

Assembleia de Freguesia da União das Freguesias de Ovar, São João, Arada e São Vicente de Pereira Jusã – Paulo Alexandre Silva (comercial), Carlos Alberto Veiros (verificador de qualidade), Anabela Pires Valente (livreira), Alessandro Ayres Varanda (desempregado), João Sousa Almeida (cozinheiro), Andreia Bibiana Pinho (operadora de loja)

Assembleia de Freguesia de Esmoriz – João Miguel Oliveira (técnico de logística industrial), Mário Jorge Saxe (empresário), Violeta Loureiro Alves (bolseira de investigação cientifica), Vítor Manuel Costa (técnico de laboratório), Álvaro Abreu Faria (professor), Paula Alexandra Cafede (operadora fabril)

P´la Comissão coordenadora concelhia de Ovar
do Bloco de Esquerda
José Carlos Lopes

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Dimensão Oculta–Respostas recebidas

Respostas recebidas, até às 20 Horas de hoje, à seguinte pergunta:
O que vão fazer os partidos para contrariar a dimensão oculta que ameaça a campanha?

CDS - Logo sem fundo  (1) - reduzidaEm resposta à questão colocada,  o CDS de Ovar teve sempre uma posição muito crítica relativamente ao baixo índice de transparência municipal do município de Ovar e considera importante     subir no ranking de forma galopante, como forma de se afirmar como um município mais transparente e sair rapidamente da cauda deste índice.
Um dos compromissos que assumimos com todos, é que connosco, o município de Ovar será um exemplo a seguir nesta matéria.
O CDS de Ovar, tal como sempre afirmou, pugnará por uma maior transparência e rigor na gestão do município em coerência com o que sempre defendemos.

BE - SímboloJá que pretende mencionar o Bloco de Esquerda na sua resposta, agradecemos que tenha a delicadeza de contextualizar os factos, mencionando que contactou este partido às 17h05 de hoje, Domingo, dia 23 de Julho e que não obteve resposta. É o mínimo que se exige de um órgão informativo.

Continuamos a aguardar mais respostas, para inserir neste Post.
(em atualização)

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Requerimento do Bloco de Esquerda sobre as obras no Jardim Garrett e abate das árvores

O Bloco de Esquerda enviou ao Presidente da Câmara e ao Presidente da Assembleia Municipal de Ovar um requerimento solicitando a divulgação pública do projeto, o acesso ao projeto das obras que estão a ser levadas a efeito no Jardim Almeida Garrett, bem como um cabal esclarecimento da razão pela qual foram abatidas as oito árvores do Jardim. Pergunta o BE se o projeto foi elaborado para se adaptar à área de intervenção ou se o mais antigo Jardim de Ovar é que se teve de adaptar ao projeto.

Clique, para ler, na íntegra o Requerimento
Requerimento do Bloco de Esquerda

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Assembleia Municipal de Ovar aprovou por unanimidade recomendação do BE sobre Barrinha de Esmoriz/Lagoa de Paramos



Ribeira de Rio MaiorVala de Maceda
Ribeira de Rio Maior                          Vala de Maceda

Nota de Imprensa

Assembleia Municipal de Ovar aprovou por unanimidade recomendação do BE sobre Barrinha de Esmoriz/Lagoa de Paramos


A proposta de recomendação do grupo municipal do BE começava por realçar a importância comunitária que a rede de passadiços em redor da laguna pode proporcionar com uma maior afluência de visitantes, despertando redobrada consciência ambiental “sobre os problemas que permanecem e permanecerão por resolver no seguimento das obras em curso”.
O documento refere a contradição entre a atual fase da dragagem, ainda que em atraso como reconhece a Pólis, e os focos de poluição que persistem, agora com maior impacto público por observação direta dos visitantes que procuram este novo espaço de lazer.

Barrinha de Esmoriz (1)Barrinha de Esmoriz (2)
Barrinha de Esmoriz

Clique para Ler a Nota de Imprensa na íntegra

Pelo Grupo Municipal do Bloco de Esquerda
José Lopes

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Intervenção de Ismael Varanda (BE) no 32.º Aniversário da Freguesia de S. João

BE (2)

Senhor presidente da Assembleia de Freguesia da União das Freguesias de Ovar, São João, Arada e São Vicente de Pereira
Entidades convidadas nesta cerimónia
Senhoras e senhores munícipes presentes
Permitam-me que, como autarca eleito pelo Bloco de Esquerda para a Assembleia de Freguesia da União das Freguesias de Ovar, São João, Arada e São Vicente de Pereira, comece por manifestar a minha satisfação em participar nesta sessão comemorativa do 32.º aniversário da Freguesia de São João, não como um mero cerimonial, mas como um ato de inconformismo na defesa de uma conquista administrativa e de autonomia, como foi a criação da Freguesia de São João que hoje aqui assinalamos.
Gostaria também de felicitar os vários presidentes de Junta homenageados na cerimónia anteriormente aqui realizada, ex-autarcas, que durante os seus mandatos, com maior ou menor dificuldade, foram construindo a identidade organizativa e administrativa da Vila de São João como a mais jovem Freguesia do Concelho de Ovar ao assumir o seu caminho próprio, nestas três últimas décadas, a nascente dos caminhos-de-ferro, como novo limite da então Freguesia de Ovar (São Cristóvão).
Continuar a assinalar o aniversário da Freguesia de São João, neste caso o 32.º aniversário, é não só preservar a memória coletiva das populações e dos seus lugares rurais e urbanos, com seu valioso património humano, social e cultural, mas é também, resistir a qualquer tentativa de apagar tal memória coletiva, diluindo-a na atual mega União de Freguesias.
Conciliar esta preservação da memória e persistir na vontade da desagregação, mesmo com a experiencia entretanto vivida neste mandato autárquico numa mega Freguesia que agregou as quatro freguesias com toda a diversidade social, económica e cultural, é um extraordinário desafio a que todos temos sido chamados a corresponder.
Um esforço redobrado que, sobretudo num órgão autárquico como é a Assembleia de Freguesia, que tem a mais ampla representatividade das forças partidárias.
Uma salutar vivência democrática, que contrasta com qualquer pretensão de poder absoluto no concelho.
Este é um feliz exemplo de resistência a tentações de domínio hegemónico dos órgãos autárquicos, que em nada contribuiria para muitas das necessidades de investimento que continuariam adiadas por falta de combate politico.
Continuemos pois, no caminho da irreverencia, em nome da memória, dos nossos sonhos, da dignidade das populações e das suas tradições, que exigem resistência ao unanimismo que limita a liberdade de escolha.

Viva a Freguesia de S.João de Ovar
P’Bloco de Esquerda
Ismael Lisboa Varanda

Clique para ler a Nota de Imprensa:
BE - Nota de Imprensa

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Ismael Varanda–Cabeça de Lista do BE à Câmara M. de Ovar

Clique, para ler as intervenções e ver as fotos:
IntervençõesIsmael Varanda
Nota biográfica

Ismael Ribeiro Lisboa Varanda,
Nasceu em Ovar em 1956, frequentou o curso geral dos liceus, no colégio Nossa Sr.ª da Esperança (atual Escola Secundária Júlio Dinis) em Ovar.
Desde adolescente sempre foi um militante antifascista tendo participado em manifestações e em movimentos clandestinos na luta contra a ditadura, pela liberdade e contra a exploração do homem pelo homem.
Em 1975 emigra para o Brasil onde se licenciou em arquitetura pela Universidade Santa Úrsula no Rio de Janeiro, exercendo como arquiteto desde 1984. Publicou em coautoria as “Normas Brasileiras de Construção” em 4 volumes pela editora Gete Publicações, São Paulo.
De retorno a Portugal em 1991, vem exercer as funções de Diretor Técnico na Construtora Residência, Lda.
Amante das artes e cultura, faz parte da Direção do Museu de Ovar envolvendo-se no apoio e divulgação dos movimentos artísticos, participando em conferências e fóruns de discussão e pensamento.
Foi eleito nas últimas eleições autárquicas deputado da Assembleia da União de Freguesias de Ovar, S. João, Arada e S. Vicente de Pereira pelo Bloco de Esquerda.
Tem participado ativamente em movimentos pela proteção da natureza, pela sustentabilidade, e no combate à corrupção e por uma postura exemplar na política.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Cara por cara, não gostamos da sua (estatuadesal)

 

(Por Estátua de Sal, 26/04/2017)
jpc
Estive a ver o debate quinzenal na Assembleia da República e fiquei com um sentimento de alguma perplexidade. Explico. Nas interpelações ao Governo, na pessoa de António Costa, as questões mais críticas e melhor articuladas sobre as políticas do governo vieram do PCP e do BE, que apoiam o governo, e não do PSD nem do CDS. Quer dizer, a oposição da direita é um flop, um bluff, não consegue dizer nada de substantivo que vá além do episódio de circunstância. Quais as razões?
António Costa é um hábil político. No que toca às questões de fundo, que derivam da condução das políticas económicas de acordo com as regras europeias quanto ao déficit, Costa assumiu a agenda da direita, quer ser cumpridor, e mostrar que o consegue ser com mais eficácia e melhores resultados. Até ao momento tem conseguido atingir tal objectivo. Logo, como pode a direita, neste tema, criticar o governo? Fica sem discurso e limita-se a trazer ao debate pormenores de somenos que não atrasam nem adiantam coisa alguma. E mesmo aí tem pouca ou nenhuma legitimidade para criticar as opções do governo que permitiram ao país atingir o déficit mais baixo de sempre, na medida em que, se as alternativas da direita fossem melhores, então teriam dado resultado durante os quatro anos que governaram o que na verdade não aconteceu. Assim sendo, o que lhes resta para criticar, já que não podem defender - apesar de ser o que pensam -, que repor salários e pensões tem sido uma política errada, sob pena de serem penalizados eleitoralmente mais do que o que já foram? Só lhes resta dizer que o déficit de 2% não foi de 2% ou que é sol de pouca dura, ou que foi conseguido à custa da redução do investimento público, ou que os serviços públicos estão depauperados, ou que o diabo ainda não veio, porque teve uma avaria na viatura demoníaca, mas que já chamou a OK TELESEGUROS e a Marta já providenciou uma viatura de substituição e chegará dentro de momentos.
Em suma, a direita não é capaz de fazer oposição eficaz a António Costa porque teria que fazer oposição a si própria, no que às políticas europeias concerne. Também não pode criticar a política de rendimentos frontalmente porque tal seria um suicídio eleitoral. Resta-lhes dizer que executariam melhor as mesmas políticas. Mas com o péssimo currículo que apresentam e que deriva dos quatro anos da sua malfadada governação, caem no ridículo e são facilmente alvo de chacota,  hoje já até para sectores tradicionalmente seus apoiantes, como franjas significativas do empresariado.
É por isso que as críticas mais contundentes, e de fundo, partem do BE e do PCP. Elas vão ao cerne do problema do país que é a dívida, a necessidade de a financiar a custos mais baixos, e simultaneamente crescer economicamente sem basear esse crescimento em salários mais baixos, maior exploração dos trabalhadores, tornando Portugal numa espécie de Singapura da Europa, como era o sonho de Passos Coelho.
António Costa nunca defendeu nem defenderá esse modelo de crescimento - e a esquerda sabe-o -, mas é um gradualista e um táctico. Um pequeno país não pode isolado pretender alterar as regras europeias na actual correlação de forças a nível político na Europa. Seria uma luta de David contra Golias de mais que provável insucesso. Mas a esquerda também sabe isso mesmo, ainda que não possa, nem deva, abdicar do seu discurso próprio, nem que seja para manter viva a chama da sua militância.
É por isso que as críticas da esquerda ao governo, sendo as mais contundentes, não põem em causa a coesão parlamentar da Geringonça, para desespero da direita que tudo faz para enfatizar tais criticas, tentando desse modo criar brechas na muralha. Se o objectivo da esquerda é colocar no debate o problema da dívida e desafiar os ditames do Tratado Orçamental, retirar o apoio a este governo em nada contribuiria para esse desiderato. Apenas mudariam os rostos de quem iria cumprir essas mesmas regras mas dando ao mesmo tempo prevalência às políticas de ataque aos rendimentos do trabalho.
Ao menos com António Costa ainda a esquerda pode negociar e obter ganhos de causa, por limitados que possam ser.
O que Jerónimo e Catarina deveriam dizer a Passos, quando ele lhes aponta a contradição de criticarem um governo ao qual dão suporte seria só isto: políticas, políticas, caras à parte. E cara por cara não gostamos da sua.
 
Ovar, 26 de abril de 2017
Álvaro Teixeira

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